Fevereiro 27 2009

Escola Secundária de Cascais 

 

 

 

Trabalho apresentado à disciplina de

Físico-Químicas

 

 

     

 

 

 

 

Produção e Controlo - A Síntese Indutrial de Amoníaco 

 

 

 

 

Docente: José Fernando Oliveira

Discentes: Leonor Veríssimo     nº15  11ºB

                   Susana Ferreira        nº21  11ºB

                   Tomás Serrasqueiro nº24  11ºB 

                   Enrico Piovaccari      nº27   11ºB

 

 

Cascais, 28 de Fevereiro de 2009

 

 

 

 

Ìndice 

 

  1. Introdução
  2. A química e a Indústria
  3. A importância do Azoto para os seres vivos
  4. A produção de amoníaco 
  5. As matérias-primas para a produção do amoníaco 
  6. Obtenção do amoníaco - Processo de Haber
  7. A Utilização do Amoníaco
  8. O amoníaco, a saúde e o ambiente
  9. Hidrogénio - Fonte do futuro ou não?
  10. Indústrias portuguesas que utilizam o amoníaco como matéria-prima
  11. Regras de Segurança no transpore de matérias-primas (amoníaco)
  12. Como se deve actuar em caso de acidente
  13. Conclusão
  14. bibliografia

 

 

1. Introdução

 

    No âmbito da disciplina de Físico-Químicas, foi-nos solicitada a elaboração de um trabalho escrito relativo ao tema: "Produção e controlo - A Síntese Industrial do Amoníaco".

    Os assuntos a focar no trabalho seriam:

1. A importância do Amoníaco como matéria-prima

  • A importância do azoto para os seres vivos + ciclo do Azoto
  • A produção do amoníaco
  • As matérias-primas para a produção do amoníaco
  • Obtenção do amoníaco - Processo de Haber
  • A utilização do amoníaco
  • O amoníaco, a saúde e o ambiente

2. Actividades complmentares

  • Será o hidrogénio uma fonte de energia do futuro?
  • Quais são as indústrias portuguesas que utilizam o amoníaco como matéria-prima
  • Que regras de segurança devem ser seguidas no transporte de matérias-primas, nomeadamente no transporte de amoníaco?
  • Como se deve actuar em caso de acidente, quer no que respeita ao transporte de amoníaco quer no que respeita ao seu processo industrial de fabrico?

     Para facilitar a leitura do trabalho, organizámo-lo nos seguintes tópicos:

 

 

 

2. A química e a indústria

 

     A química está presente em praticamente todas as actividades da vida humana desde os tempos mais remotos.

    O Homem desde cedo procurou transformar os materiais naturais para obter outros que lhe traziam benefícios. Mas só com a Revolução Industrial é que surgiu o fabrico em massa de numerosos produtos úteis à sociedade. O Homem passou a transformar, em grande escala, certos materiais em produtos de consumo, criando assim a indústria química.

    A produção da indústria química obedece à mesma lógica: transformar um conjunto de materiais (matérias-primas) em produtos úteis ao Homem.

    A indústria química utiliza processos que acarretam danos para a Natureza e para nós próprios. Por isso, é necessário avaliar bem os benefícios e os prejuízos para tomar as decisões mais acertadas em tudo o que diga respeito aos processos de produção.

 

 

3. A importância do azoto para os seres vivos

     O ciclo do azoto pressupõe que os animais obtenham este elemento através da ingestão de proteínas, quer animais quer vegetais.

    O crescimento das plantas requer um constante fornecimento de elementos essenciais à síntese do tecido vivo. De entre esses elementos, os mais importantes são o carbono, o hidrogénio e o azoto.

    O dióxido de carbono da atmosfera fornece, em parte, o carbono.

    A água é o principal fornecedor de hidrogénio.

    A água, o o dióxido de carbono e o oxigénio da atmosfera fornecem o oxigénio.

    Apesar do azoto ser o principal constituinte da atmosfera terrestre, de tal modo que se pode dizer que as plantas vivem nele mergulhadas, o seu fornecimento às plantas apresenta algumas dificuldades.

    Poucos organismos são capazes de utilizar o azoto molecular, pois as respectivas moléculas são muito estáveis. Na molécula, os átomos de azoto estão ligados por uma ligação tripla muito forte, com uma elevada energia de ligação, sendo por isso muito difíceis de separar.

    Não sendo o azoto molecular directamente utilizável pelas plantas, é necessária a sua conversão numa forma biologicamente utilizável, como os iões nitrato (NO3-) e o amoníaco (NH3).

    A esta transformação do azoto em compostos azotados biologicamente utilizáveis chama-se fixação do azoto.

Figura 1 - Descargas eléctricas que fixam o azoto.

    Na Natureza, a fixação do azoto é feita através de reacções químicas que ocorrem durante as descargas eléctricas na atmosfera. Esta fixação de azoto é também feita por algumas bactérias existentes nos solos e contidas nas raízes de certas plantas, como a soja, a luzerna e o trevo.

    Para a maior parte das outras plantas, o fornecimento de azoto utilizável tem de vir de outras fontes. Os agricultores enriquecem o solo com azoto sob a forma de nitrato de amónio, ureia ou amoníaco.

Figura  2- Ciclo do azoto

    Até ao princípio do sé. XX, as principais fontes naturais dos compostos azotados eram o guano peruano, formado por excrementos de aves marinhas, e o nitrato de sódio, ou nitrato do Chile.

    Alimentar a população mundial em rápido crescimento requer que os agricultores tenham mais e melhores colheitas. Por isso, no final do séc. XIX, os químicos procuraram encontrar uma maneira económica de converter o azoto atmosférico em compostos azotados que pudessem ser usados como fertilizantes agrícolas. Além disso a indústria alemã de explosivos necessitava, com urgência de uma alternativa ao nitrato do Chile para a produção de ácido nítrico.

 

 

4. A Produção do amoníaco

 

    A substância amoníaco de fórmula NH3, é gasosa à temperatura ambiente e à pressão normal.

    O amoníaco tem as seguintes características:

  • à temperatura ambiente e pressão normal é um gás tóxico, incolor e inflamável, com cheiro característico picante e intenso;
  • à pressão normal o seu ponto de fusão é de -70ºC e o seu ponto de ebulição é de -33ºC;
  • é altamente solúvel em água: 1 litro de água líquida dissolve 727 litos de amoníaco gasoso.

    A molécula de amoníaco é formada por um átomo de azoto ligado a três átomos de hidrogénio. Um par de electrões não ligantes no átomo de azoto conduz à geometria piramidal  da molécula. O comprimento da ligação N-H é 102pm e o ângulo médio de ligação H-N-H é 107º.

Figura 2 - Modelo tridimensional e representação da geometria da molécula de amoníaco, NH3

     O amoníaco produz-se industrialmente usando os gases azoto, N2, e hidrogénio, H2, como matérias-primas. A reacção de síntese do amoníaco é representada pela equação química:

N2 (g) + 3H2 (g) → 2NH3 (g)

que traduz um dos mais importantes processos industriais da actualidade: o processo de Haber - Bosch.

    Em 1909, o químico alemão Fritz Haber descobriu um processo de produção de amoníaco que veio revolucionar o desenvolvimento da insdústria de fertilizantes.

    O engenheiro químico Carl Bosch transformou o processo piloto de Haber num processo industrial capaz de produzir milhares de toneladas de amoníaco por ano.

 

Figura 4 - Fritz Haber (à esquerda) e Carl Bosch (à direita)

    Até então, a produção industrial de amoníaco envolvia o uso de matérias-primas que eram caras e pouco abundantes. Haber e Bosch tiveram o mérito de desenvolver a produção industrial do amoníaco com base no azoto existente na atmosfera.

    A Primeira Guerra Mundial foi o grande motor do desenvolvimento das fábricas de amoníaco na Alemanha e noutros países, pois o amoníaco podia ser convertido em ácido nítrico (HNO3), que era utilizado no fabrico de explosivos.

    Durante anos, estudaram as melhores condições de temperatura e pressão para a reacção de síntese do amoníaco. A solução para a eficiência industrial deste processo de produção acabaria por envolver o uso de catalisadores.

    A primeira de amoníaco a laborar em Portugal usava azoto proveniente da destilação fraccionada do ar e recorria a hidrogénio obtido por electrólise da água.

    Actualmente, as fábricas de amoníaco usam o azoto directamente a partir do ar, enquanto que recorrem a nafra ou gás natural para obter hidrogénio.

 

 

5. As matérias-primas para a produção do amoníaco

 

    As matérias-primas para o fabrico do amoníaco são o gás natural, ou o petróleo, a água e o ar.

♦ Obtenção do hidrogénio (di-hidrogénio)

    O hidrogénio pode ser obtido através da reacção entre o gás natural (CH4), ou outro hidrocarboneto leve, com o vapor de água.

    Este processo realiza-se em duas fases.

    Na primeira fase, o gás natural é exposto a vapor de água a altas temperaturas, originando monóxido de carbono e hidrogénio de acordo com a equação química:

CH4 (g) + H2O (g) → CO (g) + 3H2 (g)

    Numa segunda etapa, o monóxido de carbono reage com o vapor de água, originando dióxido de carbono e hidrogénio:

CO (g) + H2O (g) → CO2 (g) + H2 (g)

    Do ponto de vista ambiental, este processo de obtenção do hidrogénio não é considerado sustentável devido às emissões de dióxido de carbono que origina e que contribuem para o efeito de estufa.

    O hidrogénio também se obtém como produto secundário da refinação do petróleo. A oxidação parcial de uma vasta gama de hidrocarbonetos origina hidrogénio, que é posteriormente purificado.

    Os processos de obtenção de hidrogénio atrás referidos têm o inconveniente de utilizar fontes de energia não renováveis.

    A produção de hidrogénio a partir de fontes de energia renováveis será um passo importante para a resolução de problemas energéticos e ambientais.

Figura 5- Produção de hidrogénio a partir de energias renováveis.

♦ Obtenção de azoto (di-azoto)

    O ar é a principal fonte de azoto.

    No processo de Haber utiliza-se o azoto directamente do ar.

    A destilação fraccionada do ar líquido é outro processo para obter industrialmente o azoto.

    Neste processo, o ar é liquefeito e os respectivos componentes são separados por destilação fraccionada. O azoto é o primeiro componente a ser separado, visto ser o mais volátil; como resíduo sobra um líquido essencialmente constituído por oxigénio, com um pequeno teor de gases nobres.

 

 

6. Obtenção de amoníaco - Processo de Haber

 

   O hidrogénio e o azoto, obtidos pelos processos anteriormente descritos, entram num compressor onde são sujeitos a uma pressão elevada (20 MPa). 

    Em seguida, passam para a câmara de reacção, também chamada conversor, onde, a temperaturas elevadas (457ºC) e na presença de um catalisador (ferro em pó), se processa a reacção entre o azoto e o hidrogénio.

N2 (g) + 3H2 (g) → 2NH3 (g)

    Como esta reacção não é completa, ficam ainda por reagir grandes quantidades de azoto e de hidrogénio.

    Assim, da câmara de reacção sai uma mistura de amoníaco com azoto e hidrogénio. Esta mistura entra no condensador, onde o amoníaco se liquefaz e é recolhido.

    O azoto e o hidrogénio que não reagiram são novamente introduzidos no conversor através de uma bomba de reciclagem.

Figura 6- Processo de Haber

♦ Optimização do processo de produção de amoníaco

Temperatura

    São de prever temperaturas moderadamente baixas, isto porquese a temperatura do sistema aumentar, a reacção tende a ocorrer no sentido em que diminui a temperatura, isto é, no sentido inverso. E como o objectivo é a produção do amoníaco, tal consegue-se com temperaturas da ordem dos 450ºC.

    como as transformações químicas resultam das colisões eficazes entre moléculas de reagentes, para formar os produtos, maior temperatura significa maior agitação molecular e, se não houver agitação molecular suficiente, haverá poucas colisões e a transformação pode tornar-se muito lenta, prejudicando a produção de amoníaco.

Pressão

    O sistema sujeito a altas pressões tende a evoluir de forma a minimizar a pressão. As pressões usadas são cerca de 150 a 300 vezes maiores do que a pressão atmosférica normal, e só não são maiores porque obter pressões mais elevadas seria muito dispendioso, além de envolver sistema de segurança exigentes.

Concentrações

    As condições de concentração prendem-se com o custo dos reagentes. Quanto maior for a concentração de reagentes, mais amoníaco se produz. A estequiometria da reacção sugere o rácio entre H2 e N2 de 3:1, mas o hidrogénio é mais caro do que o azoto, que se obtém directamente do ar. Como tal, importa usar excesso de azoto, de forma a favorecer a reacção, aproveitando o hidrogénio o mais possível.

Catalisadores

    É importante usar catalisadores que aumentem a rapidez das reacções. Os catalisadores intervêm nas reacções químicas sem nelas se consumirem.

    Na produção de amoníaco usa-se o ferro como catalisador. A adição de ferro em pó misturado com óxidos de potássio e alumínio aumenta significativamente a rapidez da reacção.

 

 

7. A utilização do amoníaco

 

    Grande parte (cerca de 85%) do amoníaco produzido é utilizado na produção de fertilizantes azotados.

    O amoníaco também é utilizado na produção de ácido nítrico, um dos principais ácidos inorgânicos. Além de ser uma das matérias-primas da indústria dos fertilizantes, este ácido é ainda usado na produção de corantes, medicamentos e explosivos.

 

Figura 7- Produtos amoniacais.

    A vaporização do amoníaco é um processo muito endotérmico, o que implica a absorção de muita energia, sob a forma de calor, do exterior, produzindo gramde arrefecimento nos materiais envolventes. Por essa razão, o amoníaco líquido é utilizado como meio de arrefecimento em muitas indústrias alimentares.

    Quando puro tem várias aplicações, por exemplo como fertilizante ou como neutralizante no tratamente das águas residuais. Quando usado em misturas, mantém algumas das suas propriedades mais importantes. É o que se sucede nos produtos de limpeza moniacais, onde mostra a sua capacidade para reagir com gorduras. Utiliza-se em sistemas de refrigeração, já que o seu ponto de ebulição é baixo e se liquefaz facilmente.

    A lista que se segue resumo as principais indústrias onde o amoníaco é utilizado e as respectivas aplicações:

  • indústria química - síntese de ureia, fertilizantes, produção de ácido nítrico, etc.;
  • indústrias do frio, papel e alimentar - fluido refrigerantes;
  • indústria metalúrgica - atmosferas de tratamento térmico;
  • indústria têxtil - dissolvente;
  • indústria petroquímica - neutralização do petróleo bruto, síntese de catalisadores.

 

8. Amoníaco, saúde e ambiente

    O amoníaco é um gás incolor, irritante, inflamável, tóxico e de odor penetrante.

    Dependendo do tempo de exposição e/ou da sua concentração, a utilização do amoníaco pode envolver riscos directos e indirectos para a saúde.

► Riscos directos para a saúde

  • vapor - extremamente irritante para as muosas. Quando atinge as vias respiratórias superiores, causa espirros, dispneia e tosse; estes sintomas podem evoluir no sentido de broncopneumonias agudas. Quando atinge os olhos, provoca lacrimejo, podendo causar conjuntivites.
  • Solução líquida - causa dermatites de contacto. Se ingerida, origina dores muito intensas, com intolerância gástrica e estado de choque acompanhado muitas vezes por eritema ou púrpura. A complicação imediata a recear é o edema da glote.

    A evaporação rápida do líquido pode provocar ulceração pelo frio. O amoníaco liquefeito é inflamável.

► Poluição do meio ambiente

    A solução aquosa de amoníaco é uma base; como tal, a presença de amoníaco pode causar modificações nos sistemas ecológicos aquosos..

    A decomposição térmica do amoníaco origina óxidos de azoto, que são agentes poluentes da atmosfera, pois não dão origem às chuvas ácidas.

    O amoníaco libertado para a atmosfera pode dar origem a sulfato de amónio e a nitrato de amónio, considerados matérias particuladas - partículas sólidas ou líquidas dispersas na atmosfera.

    Os efeitos na saúde provocados por uma exposição prolongada e estas matérias particuladas são:

  • aumento da frequência de cancro pulmunar;
  • probelmas respiratórios graves;
  • morte prematura.

    O processo de obtenção das matérias-primas para o fabrico do amoníaco leva à produção de dióxido de carbono como produto secundário; ao ser lançado para a atmosfera, este vai controbuir para o efeito de estufa.

    Além disso, as soluções concentradas de amoníaco são muito tóxicas para os organismos aquáticos, pelo que se deve prevenir qualquer libertação para o ambiente. As soluções contendo amoníaco não deverão ser vertidas para o esgoto.

 

 

9. Hidrogénio: fonto do futuro ou não?

    O hidrogénio é um gás incolor e inodor. É o elemento mais leve a tabela periódica. O gás hidrogénio é constituído por moléculas diatómicas (dois átomos), H2, em que cada átomo contribui com um electrão para a relação covalente que mantém a molécula unida.

    O hidrogénio é altamente combustível e queimado com oxigénio, forma água. O hidrogénio é encontrado em vários compostos, incluindo ácidos, hidróxidos e hidrocarbonetos.

    Este elemento tem excelentes propriedades tanto como combustível quanto como transmissor de energia. Pode ser obtido por múltiplas formas bastante eficazes: por electrólise da água; por reforma de álcool e hidrocarbonetos (metanol, etanol, metano, gás natural e outros), etc. Assim, é considerado por muitos o ‘’combustível ideal’’.

    O Hidrogénio, quando produzido por fontes de energia renováveis, a sua utilização através de células de combustível, é totalmente limpa, formando apenas como produtos da reacção água e calor, não havendo quaisquer emissões de partículas, monóxido de carbono, dióxido de carbono, óxidos de azoto e óxidos de enxofre, que são responsáveis por problemas ambientais tais como chuvas ácidas, problemas respiratórios e pelo aquecimento global do planeta.

    Sendo assim, o hidrogénio tem um grande potencial ambiental, fazendo parte de um ciclo de vida limpo, tornando-se um sério candidato a substituir a actual economia baseada nos combustíveis fosseis.

  Os principais sistemas de armazenagem de hidrogénio são:

.     Reservatórios de gás comprimido
.     Reservatórios para hidrogénio líquido
.     Hidretos metálicos (alta e baixa temperatura)
.     Absorção de gás em sólidos
.     Micro-esferas
Vantagens do hidrogénio 
1 - Veículos movidos a hidrogénio não terão motor a combustão. Os motores serão eléctricos, o que evitará a poluição do meio ambiente.
2 - O processo de geração de energia é descentralizado. Não será necessário construir hidroeléctricas gigantescas. O hidrogénio pode ser produzido a partir de várias fontes: água, combustíveis fósseis e biomassa. Essa produção pode ainda ser feita com o aproveitamento da energia solar ou eólica.
3 - Fonte renovável, inesgotável e não poluente. A produção de energia pode ser realizada em qualquer lugar.
4 - A geração de energia por meio de pilhas a combustível é pelo menos duas vezes mais eficaz do que a obtida pelos processos tradicionais.

10. Indústrias portuguesas que utilizam amoníaco como matéria-prima

    O amoníaco constitui a matéria-prima de um número elevado de indústrias portuguesas: utiliza-se no fabrico de vários fertilizantes agrícolas, da fibras e plásticos, de produtos de limpeza, de explosivos, entre outros.
    O amoníaco tem também aplicações nos sistemas de refrigeração, que são usados principalmente na indústria e no comércio alimentar. Este começou por ser o gás usado como fluído refrigerante nas primeiras instalações de frio. Nos anos 30 do século passado, foi substituído pelos clorofluorcarbonetos (CFCs). Recentemente voltou a ganhar um papel nos processos de arrefecimento, atendendo aos danos que os CFC’s causam na camada de ozono.
    Seguidamente, pode ler-se um pouco mais sobre os produtos produzidos a partir do amoníaco e alguns exemplos para cada um destes produtos, no caso de existirem indústrias em Portugal:

   Exemplo: ADP - Adubos de Portugal, S.A., criada em 1997, que se dedica à produção e comercialização de fertilizantes na Europa, detendo uma quota de mercado de 70%.

Produtos químicos: ácido nítrico (utilizado na preparação de explosivos),
carbonato de sódio e hidrazina (utilizada nos sistemas de propulsão dos
foguetões)
Exemplo: Cuf - Químicos Industriais, SA – dedica-se, entre outras actividades, à produção de ácido nítrico a partir da oxidação catalítica do amoníaco, utilizado principalmente no fabrico de fertilizantes e explosivos, mas também na indústria química e alimentar.
Fibras e plásticos: nylon e outras poliamidas
Exemplo: Quiminova - Química Industrial e Agrícola Lda
Produtos de limpeza: detergentes e amaciadores de roupa
Exemplo: A EGIQUÍMICA Lda produz uma grande variedade de produtos de limpeza nas gamas Higiene & Limpeza, Tratamento de Pavimentos, Manutenção Automóvel, Lavandaria, Indústria Têxtil e Construção Civil, a
partir do amoníaco e de outras matérias-primas.
Fluído refrigerante: utilizado em máquinas frigoríficas e unidades de ar
condicionado
Medicamentos: utilizado na síntese de ácido fólico e de algumas vitaminas do grupo B
Corantes: alaranjado de metilo, vermelho-do-congo e outros
 

11. Regras de segurança que devem ser seguidas no transporte de matérias-primas (amoníaco)

 

• O transporte deve ser evitado em veículos onde o espaço de carga não é separado do compartimento do condutor;

• Deve-se assegurar também que o condutor do veículo conhece os perigos potenciais da carga, bem como as medidas a tomar em caso de acidentes ou emergências.

 
Antes de transportar os recipientes, deve-se:
 
- Verificar se estão bem fixados;
 
- Comprovar que as válvulas das garrafas estão bem fechadas e não têm fugas;
 
- Comprovar que o tampão de saída da válvula, quando existente, está correctamente instalado;
 
- Comprovar que o dispositivo de protecção da válvula, quando existente, está correctamente instalado;
 
- Garantir ventilação adequada;
 
- Cumprir a legislação em vigor.

 

 

 

12. Como se deve actuar em caso de acidente
 

Medidas de Primeiros Socorros:
Inalação
    Retirar a vítima da área contaminada utilizando o equipamento de respiração autónoma.
Manter a vítima quente e em repouso. Chamar o médico. Aplicar a respiração artificial se a vítima parar de respirar;
 
Contacto com a pele e com os olhos:
    Lavar imediatamente os olhos abundantemente com água durante, pelo menos, 15 minutos. Retirar as roupas contaminadas. Molhar a zona contaminada com água pelo menos durante 15 minutos. Obter assistência médica;
 
♦ Ingestão:
    Não induzir o vómito, pois pode tornar-se corrosivo. Em caso de ingestão, dirigir-se imediatamente a um médico, mostrando-lhe a etiqueta e a embalagem. Levar a vítima ao hospital.
  
Medidas em caso de fugas acidentais: 
♦ Precauções pessoais:
Evacuar a área. Assegurar uma adequada ventilação de ar. Utilizar equipamento de respiração autónoma de pressão positiva e roupa de protecção química;
 
♦ Precauções ambientais:
Tentar eliminar a fuga. Reduzir o vapor com água em forma de névoa (pulverizada) ou tipo chuveiro fino;
 
♦ Métodos de limpeza:
Ventilar a área. Manter a área evacuada e livre de fontes de ignição até que o líquido derramado se evapore totalmente (solo livre de gelo). Lavar a área com água.


P.S. - A continuação está noutro documento, porque este está demasiado cheio   

publicado por wannabescientists às 20:44

Os meus parabéns pelo trabalho! Excelente
correctivos agricolas, dolomita a 6 de Dezembro de 2010 às 16:09

bela merda
ó a 3 de Fevereiro de 2011 às 15:59

Bebam Coca-cola
cruz a 14 de Fevereiro de 2011 às 19:51

Está muito bem conseguido este blog. Parabèns
Lisbx a 26 de Fevereiro de 2011 às 11:04

O blog é muito emciont eu pexoalment goxtei, e cntribui muit para o meu trablho d quimica. Sabar k o amoníaco tem uma grand importncia nax induxtriax maj tmb uma grand queda para o meio ambiente.
Paulina lourenço a 25 de Março de 2011 às 18:08

O blog é muito emciont eu pexoalment goxtei, e cntribui muit para o meu trablho d quimica. Sabar k o amoníaco tem uma grand importncia nax induxtriax maj tmb uma grand queda para o meio ambiente.
Paulina lourenço a 25 de Março de 2011 às 18:09

Parabéns um job é lindo, e muit produtivo a nxa carreia xtudantil. Bjox bjox. Noturna
Paulina lourenço a 25 de Março de 2011 às 18:14

Parabéns um job é lindo, e muit produtivo a nxa carreia xtudantil. Bjox bjox. Noturna
Paulina lourenço a 25 de Março de 2011 às 18:20

O trabalho e excelente.parabens.foi a salvacao no meu trabalho de quimica.bjs
Ancha issufo a 16 de Maio de 2011 às 06:07

O trabalho e excelente.parabens.foi a salvacao no meu trabalho de quimica.bjs
Ancha issufo a 16 de Maio de 2011 às 06:16

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